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Barbarelas - Design em Cadeia

É fato notório a situação precária dos presídios brasileiros. Além desse cenário, o egresso do sistema prisional encontra inúmeras dificuldades de se inserir no mercado de trabalho, o que, muitas vezes, acarreta na reincidência. Diante dessa realidade, surgiu o Barbarelas-Design em Cadeia, um projeto de empreendedorismo social que acredita em segundas chances. Nosso propósito é oferecer uma oportunidade para aqueles que um dia fizeram uma escolha errada, fomentando o impacto social na geração de trabalho e renda, por meio de profissionalização e qualificação empreendedora e humana nos presídios. Nosso objetivo é comercializar artefatos produzidos dentro do sistema prisional, em uma plataforma on-line.
Confeccionaremos móveis com design agregado e materiais sustentáveis. Buscaremos outros designers a utilizarem a mão de obra carcerária, alinhados aos valores e ideais do Barbarelas.
Em Julho/16, participamos do Bankoo Challenge BH, programa para negócios de impacto, e fomos vencedo
Desenvolvimento de projetos
Sim
Problema Social que ele pretende resolver
Pretendemos oferecer oportunidades para geração trabalho e renda para egressos do sistema prisional ainda no período de cumprimento de pena. Essas pessoas quando cumprem suas penas, mesmo no regime semiaberto, encontram muita dificuldade para se inserirem no mercado de trabalho. Muitos até tiveram oportunidade de trabalhar e aprender algum ofício durante o cumprimento da pena, ou já tinham uma profissão antes de serem presos, mas isso não é o suficiente para gerar empregabilidade. O estigma da cadeia, que é percebida como a “escola do crime”, o que infelizmente não é uma inverdade, ainda é a marca dos egressos. Acreditamos que mais do que ensinar um ofício é preciso resgatar a dignidade e autoestima, trabalhar valores e cidadania, e preparar o trabalhador preso para ter uma atitude empreendedora, de forma que, ao terminar sua pena, ele possa ter um trabalho e gerar renda, sem depender de recolocação no mercado.
Como funciona o seu negócio
Ainda não estamos operando, mas já temos o local para instalação da marcenaria com parte do maquinário disponível, cedido pela Secretaria de Defesa Social [SEDS] de MG. Antes de iniciarmos a produção, faremos uma seleção dos presos, que além de terem que apresentar bom comportamento, terão que demonstrar interesse em um novo caminho, estando inclusive disponível para destinar parte da sua remuneração para instituições sociais como forma de contrapartida para a sociedade. Os presos passarão por uma formação humana para o resgate da autoestima e valores, desenvolvimento da atitude empreendedora e qualificação técnica em marcenaria com o SENAI durante 02 meses. Após esse período se inicia a produção dos produtos para serem comercializados. Esses produtos serão comercializados em uma loja on-line e em lojas itinerantes em comunidades. Também pretendemos confeccionar produtos para outras marcas e organizações moveleiras que queiram que seus produtos gerem impacto social.
Como é o modelo de sustentabilidade financeira do seu negócio?
Principais receitas: venda dos produtos no varejo [loja online / lojas revendedoras / lojas itinerantes], e no atacado [terceirização da produção de móveis para marcas moveleiras já existentes] Principais custos: aquisição de equipamentos e ferramentas, preparação do local para a oficina [instalação elétrica], curso profissionalizante, mão de obra após curso profissionalizante [valor reduzido, pois não há pagamento de encargos sociais], EPI [Equipamentos de Proteção Individual], luz e água [não há custo de aluguel], matéria prima, manutenção de equipamento.
Viabilidade financiera
A grande vantagem na utilização de mão de obra carcerária está no seu custo, uma vez que não estão sujeitas ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e cumprem a remuneração mínima de três quartos do salário mínimo. Tudo de acordo com a Lei de Execuções Penais (LEP), que prevê trabalho para todo preso condenado e permite que os serviços sejam prestados a empresas privadas. Mas é importante lembrar que não se trata de terceirização, é a empresa funcionando no presídio. O empresário tem que implantar métodos produtivos como os que tem aqui fora e colocar um funcionário para supervisionar a produção. Dessa forma, podemos economizar cer¬ca de cinquenta por cento das despesas com encargos sociais e traba¬lhistas referentes a essas contratações.
Riscos
Apesar de estarmos dentro de presídios, em termos estatísticos o risco com segurança é baixo, mas não deixa de ser um risco a ser considerado. A troca na gestão da Secretaria de Defesa Social e na gestão dos presídios pode impactar o funcionamento da oficina, pois pode alterar as políticas de gestão do contrato, mas atualmente há várias oficinas que já estão no sistema por mais 04 anos e que não foram impactadas, já que o Estado de Minas Gerais é tido como o melhor em políticas penitenciárias. Além disso, a economia desacelerada e a instabilidade política do país podem impactar a venda dos produtos, de modo a reduzir nosso faturamento e prejudicar a manutenção do negócio.
Equipe
Bárbara Fialho: psicóloga e professora, especialista em Gestão de Pessoas e voluntária.Fernanda Maia: Formada em Administração de Empresas, trabalha com Consultoria Empresarial e Gestão de Riscos. Ana Novais: Administradora, na área de Qualidade.Ana Fonseca: Estudante de Administração Pública com foco em questões prisionais, e relações públicas.Júlia Kulh: Estudante de Engenharia elétrica e experiência com gestão de projetos sociais.Rozane Sartori: Marceneira que atua com qualificação da mulher.
Escalada
Apesar da gestão prisional dos Estados brasileiros não ser unificada, assim como dos países, sabe-se que há falta de vagas de trabalho em quase todas as prisões estaduais e também em muitas prisões ao redor do mundo. A marcenaria é uma opção de oficina muito flexível, pois os produtos a serem confeccionados podem ser escolhidos de acordo com a demanda local e disponibilidade de infraestrutura do presídio ou penitenciária, desde que ofereça possibilidade de profissionalização para os trabalhadores presos, de forma humanizada e empreendedora.
Qual seu principal objetivo ao participar do Yunus Challenge?
Receber mentorias, absorver a expertise da Yunus na atuação com empreendimentos sociais, já que foi a partir do contato com a Rede Yunus que a idealizadora concebeu o projeto, pois viu que era possível aliar trabalho social com sustentabilidade financeira, e atrair investidores.
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